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Escadas Rolantes

Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

Escadas Rolantes

Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

07
Jun17

Ex Nihilo Nihil Fit

escadas

A Secretária Geral Adjunta do Partido Socialista assina hoje no JN, um artigo de opinião sobre a condição de “independente”.

Por ter relativamente a esta matéria, uma opinião contrária, remeto para este espaço o meu entendimento sobre a reflexão que a

Dra. Ana Catarina Mendes hoje protagoniza.

 

 

formigas.jpg

 

Ser-se independente não é um estado de espírito.

Muitos daqueles que hoje se reclamam como tal, já militaram em partidos políticos e se o deixaram de ser é porque os mesmos deixaram de ser uma constância na sua participação cívica.

Os partidos não são todos iguais e se alguma dúvida existia, a gestão do actual governo veio demonstrar que há de facto uma diferença profunda entre esquerda e direita. No entanto essa diferença já não se reflete a nível ideológico, há muito que deixamos de ter partidos marxistas, ou trotskistas. Os partidos hoje em dia valem pelas suas lideranças. O PSD de hoje por exemplo não tem praticamente nada a ver com o mesmo PSD neo liberal de Cavaco Silva ou de Francisco Sá Carneiro, no entanto os militantes são os mesmos, o mesmo acontecendo com o Partido Socialista.

Este PS está longe do Partido Socialista de Mário Soares e de António Campos por exemplo ou meso de Jorge Sampaio. O que eu quero dizer com isto é que é a prática política que cada partido imprime na gestão dia a dia que define um maior ou menor alinhamento partidário. De nada serve a determinado partido estar no governo se os seus militantes tiverem uma “Praxis” (eu também sei grego) contrária aos princípios definidos pelo seu líder.

Não se pode erguer a bandeira da solidariedade por um lado e por outro ter dirigentes partidários a praticarem o oposto.

O facto de cidadãos terem optado por se manterem à margem da actividade partidária não faz deles um “deus menor” ou uma espécie de “madalenas arrependidas” e muito menos alvos privilegiados de “desculpas de mau pagador”.

Ser-se independente significa em primeira análise que o individuo se mantém equidistante das lideranças partidárias e que se reserva a dar ou não o seu voto em dia de eleições. Os partidos têm que perceber de uma vez por todas que “vivem para os cidadãos” e não, “apesar dos cidadãos” e isto não é uma questão de se ser mais ou menos democrático, é o que faltava só se poder outorgar a chancela democrática a partir da actividade partidária!

O que não compreendo no discurso da Dra. Ana Catarina Mendes é este seu súbito assumir de culpas e passo a citar

 

“Não posso deixar de reconhecer que algum fundamento para a propagação destas ideias tem sido o próprio funcionamento dos partidos, cuja reforma e abertura tem de ser uma preocupação e um combate constante e nunca acabado por parte dos responsáveis políticos. O fechamento dos partidos sobre si próprios, a natureza de sindicatos de voto de algumas estruturas partidárias e a falta de um verdadeiro pluralismo interno constituem fatores objetivos para o afastamento dos cidadãos, não apenas dos partidos, mas também da própria participação democrática.”

 

Dito isto pergunta-se; mas a Dra. Ana Catarina Mendes enquanto Secretária Geral Adjunta do Partido Socialista não é a responsável por esta reforma? O cargo que ocupa dentro da estrutura do seu partido não deveria ser aquele que deveria coordenar/promover/implementar essa mesma reforma?

Mas o artigo de opinião da secretária geral adjunta do PS tem mais “Vox nihili“ (como se comprova eu também sou um poço de sabedoria).

Atendamos agora a esta breve passagem da sua reflexão:

 

“Há um princípio fundamental que é bom que nunca ninguém esqueça, não há democracia sem partidos. E o primeiro dever dos democratas é a defesa da democracia"

 

Devo dizer em abono da verdade que já ouvi várias vezes este “Vox Populi” (mais uma…) e muito sinceramente não me apetece recordar esses anos longínquos em que se referendaram as tendências totalitárias e as "unicidades" de alguns responsáveis políticos.

Mas numa coisa estamos de acordo; o primeiro dever dos democratas é defender a democracia, aliás deve ser por isso mesmo que muito desses democratas, não militando em partidos políticos, continuam a participar activamente nas assembleias municipais da sua área de residência, dando assim um contributo inequívoco para o pluralismo democrático. São estas pessoas, que enchem os salões municipais mas que também discutem a coisa pública nos mercados ou nos restaurantes há hora de almoço e que apontam o dedo aos partidos e aos seus dirigentes sempre que não defendem esses mesmos valores democráticos.

Estes independentes não hipotecam o seu voto a qualquer preço. São resilientes e pedem esforço, dedicação e…solidariedade em troca de um sim no dia das eleições.

E é desta independência que os partidos têm medo!

02
Jun16

AS VACAS QUE VOAM

escadas

(e outros animais mitológicos)

 

 

Cows-flying-cows-35890184-500-260.png

 

O congresso do partido Socialista, que se realiza este fim-de-semana em Lisboa, é uma boa oportunidade para refletirmos sobre a saúde da nossa democracia e a dieta a que tem sido submetida desde 1974.

Não sei se já repararam, mas temos quase tantos anos de democracia, como de ditadura o que nos deveria deixar de certa forma orgulhosos. Então por que não estamos?

Diz-se por aí que Portugal vive pela primeira vez desde 74, uma experiência de aliança à esquerda. Parece que as várias esquerdas resolveram entender-se, o que provocou uma azia tremenda em certos senhores ditos de direita, se fosse comigo eu também estaria a caixas diárias de Kompensan, pelo menos até o Partido Comunista acordar e perceber que se continuar a apoiar este governo, perderá a sua base eleitoral nas próximas eleições…por outro lado, há quem diga que Catarina Martins está de malas aviadas para o Teatro Nacional, abraçando assim uma profissão da qual nunca se divorciou completamente.

Mas se tudo isto é verdade (ou não…) ou pelo menos verosímil, porque é que o Partido Socialista não está contente?

Com excepção de Ascenso Simões, (cabeça de lista pelo distrito de Vila Real) que fez publicar uma notável reflexão sobre o momento atual do PS e a moção que António Costa apresenta a este congresso, a oposição interna praticamente não existe, resumindo-se apenas a meia dúzia de comensais que entre decibéis de refluxos de neofagia aguda, continuam ainda a viver em Lilliput!

Entre outras apreciações, Ascenso Simões afirma na entrevista citada que a moção que Costa apresenta a Congresso não passa de um “buraco negro” (ups…ó Dr. Galamba, parece que há pelo menos uma pessoa naquele Partido que não tem medo de falar…), mas eu gostaria de me debruçar noutra passagem do texto. Diz o deputado socialista que “ um Governo não é feito de uma só pessoa, um partido não é feito de uma só voz. Concordo, mas infelizmente não é verdade.

Temos assistido ultimamente a uma transformação profunda na forma como os partidos políticos (alguns) se têm reestruturado, a começar por exemplo pela implementação das eleições diretas. Mas se olharmos mais atentamente para a realidade deste PS, vemos que os caciques de outrora que dominaram o Partido e o fizeram perder várias eleições, continuam a dominar o aparelho do Partido, veja-se por exemplo o que se passa na Federação de Coimbra, que é digno de uma qualquer novela de “Corin Tellado” mas com contornos pidescos!

Por outro lado, as últimas sondagens demonstram sem margem para duvidas que continua a existir uma diferença clara entre António Costa e o Partido que dirige, ou seja, os portugueses confiam em Costa, mas continuam a ter dúvidas em relação ao Partido Socialista.

Até há poucos anos, os partidos, distinguiam-se entre si através de uma “coisa” chamada IDEOLOGIA. Quando eram chamadas a votar, as pessoas escolhiam entre partidos de acordo com a ideologia que representavam, comunistas, sociais-democratas, democratas cristãos e militantes extremistas apresentavam as suas propostas e o povo votava!

Hoje em dia, temos um Partido Socialista que é social-democrata, um partido Social Democrata que é popular e um Partido Popular que também é popular, apesar de ser democrata cristão; e ainda querem que as pessoas não se confundam?????

De facto, há muito que se deixou de votar em partidos. Quem acompanhou campanhas eleitorais sabe perfeitamente que as pessoas votaram no Sócrates, no Passos Coelho, no Portas e no Costa, em detrimento dos partidos que representam. São estas personalidades fortes (ou não) que arrastam as multidões e decidem os resultados eleitorais.

Dito isto, é legítimo perguntar para que servem então os partidos?

Será que posso avaliar determinado partido, através do comportamento de um seu qualquer dirigente? Voltando ao lamentável caso de Coimbra, será que os eleitores do PS de Coimbra irão definir o seu sentido de voto de acordo com o comportamento dos atuais dirigentes, ou olharão apenas para o comportamento de António Costa à frente do executivo?

E não é menos verdade que cada um de nós olha para o nosso colega de trabalho e tenta relacioná-lo com o seu partido político? Expressões como: “vê-se mesmo que é do PSD”, ou então “são todos iguais…” já há muito que fizeram parte do nosso dia-a-dia e demostram como apesar de tudo, tentamos integrar cada um, no todo.

Quando Miguel Cadilhe disse em 2005 que Cavaco Silva era um eucalipto (secava tudo à sua volta) o antigo ministro das finanças estava a caracterizar a personalidade política do antigo primeiro-ministro. Obviamente que não há comparação possível entre os dois políticos, mas podemos questionar os terrenos em que se move Costa hoje em dia. Não se pode acusar António Costa de ter secado o terreno à sua volta, antes pelo contrário, mas convenhamos que a imagem não é simpática.

Por enquanto, António Costa está sozinho a puxar um barco que teimosamente tenta ultrapassar todas as tormentas, mas a corda pode esticar por excesso e partir-se…

Enquanto português de boa-fé e contribuinte exemplar, desejo que esta “experiência” governativa surta efeito, mas se por mero acaso formos chamados às urnas antes de tempo e tivermos que olhar não só para Costa mas para a toda a sua “entourage”, iremos chegar a que conclusão?

O panorama não é brilhante, diria mesmo – obscuro.

Este é um tema que tenho a certeza que não será debatido neste Congresso, mas mereceria um pouco mais de atenção.

 

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12
Jul13

COITUS INTERRUPTUS

escadas

 

 

 

 

Por incrível que possa parecer, a principal nota a retirar do discurso à Nação do presidente da República, foi a tentativa de “encostar o Partido Socialista, às cordas”.

Correndo o risco de não interpretar correctamente as palavras de Cavaco Silva (o que não seria de estranhar, já que os principais analistas também não o perceberam), o senhor presidente, entende que a solução para o pântano em que este governo PSD/CDS nos colocou, é um acordo com o Partido Socialista.

Ou seja, durante dois anos, Passos Coelho negociou a seu belo prazer com a Troika, todas as alterações que entendeu fazer ao memorando inicial.

Durante dois anos, o chefe do governo, com o apoio explícito de Cavaco, fez “tabua rasa” de tudo o que prometeu e disse durante a campanha eleitoral e nunca consultou o maior partido da oposição, nem os restantes partidos que têm assento parlamentar.

Durante dois anos, Passos Coelho seguiu teimosamente por um caminho, que até o seu principal executor, Vítor Gaspar, reconheceu estar errado, e agora, confrontado com essa irresponsabilidade e o total falhanço das políticas que protagonizou, entende que a única solução está no apoio do Partido Socialista a essas mesmas políticas.

O mais grave disto tudo, é que Cavaco Silva, aparece a dar o seu beneplácito a esta posição, aliás o discurso de Cavaco, é tudo menos infantil. Não partilho da ideia de todos aqueles que entendem que Cavaco deu um murro na mesa e que puxou as orelhas a Passos Coelho, se não vejamos;

Cavaco demitiu este Governo, ou colocou-o a prazo? – NÃO!

Cavaco disse taxativamente que não dava posse ao novo governo proposto por Passos? - NÃO!

Cavaco disse em que moldes, é que iria funcionar a governação daqui em diante? - NÃO!

 

Cavaco, num golpe de “génio” e percebendo que a opinião pública já não acredita neste governo e neste PSD, decide realizar eleições antecipadas. Quando????? Daqui a um ano!

Mais, refere na sua intervenção, que o actual estado de crispação não permitiria a realização de eleições antecipadas em Setembro, o que leva a perguntar, quando é que se devem realizar eleições, será que é quando estamos todos a dormir? Mas a marcação de eleições antecipadas para daqui a um ano, é tudo menos inocente. Cavaco, sabe que um ano, dá tempo ao PSD fazer novo congresso e encontrar novo líder, quiçá o seu amigo Rui Rio, o qual deixará a Câmara do Porto no final deste ano (e não antes!!).

Cavaco sabe que, uma nova liderança poderá fazer esquecer o desastre de proporções cataclísmicas, que representa a governação de Passos Coelho.

Esta direita neoliberal, aqui representada pelo seu sargento-mor Aníbal Cavaco Silva, não entende o rumo da história e tenta a todo o custo perpetuar-se no poder. E esta perpetuação, faz-se de que modo?

Esta ideia de que a solução, passa exclusivamente pelo governo de salvação nacional, é uma enorme falácia.

Cavaco não quer nenhum governo de salvação, Cavaco quer apenas que o Partido Socialista e António José Seguro, dêem o seu apoio a uma gestão que de tão criminosa que é, deveria se sancionada pela justiça!

 

O interesse nacional, não está nestes consensos! O interesse nacional está na realização de eleições, devolver a palavra aos portugueses e agir em conformidade com o resultado dessa consulta. A nossa democracia e sobretudo, a nossa independência, residem na forma como fizermos frente às sucessivas tentativas de condicionamento que temos sido sujeitos.

 

Um país pobre mas livre, será sempre melhor que um rico, mas escravizado!



25
Jan13

O que faz correr António José Seguro?

escadas

  Guernica, por Victor J.

 

 

 

António José Seguro tem um dilema, ou melhor, um trilema!

Os fantasmas de António Costa e José Sócrates atormentam-lhe a cabeça (um de cada lado) ao mesmo tempo que tenta fazer oposição a Passos Coelho e sim, eu quero acreditar que António José Seguro, quer fazer oposição a este governo.

 

Isto representa uma carga de trabalhos e não é tarefa fácil, eu por exemplo não gostaria de estar na pele dele, mas… eu também não me ofereci para ser Secretário-geral do PS, foi António José Seguro que se ofereceu ao sacrifício e logo na noite das eleições, “ainda sobre o cadáver fumegante de José Sócrates” como muito bem referenciou Miguel Sousa Tavares em directo na SIC.  

 Mas enfim… isso são águas passadas.

 

A António José Seguro falta muita coisa e não é de estranhar, pois é um político jovem, tem uma equipa igualmente jovem e é líder há relativamente pouco tempo, mas há uma coisa que os seus conselheiros lhe deviam aconselhar, a leitura do “Guerra e Paz “ de Leão Tolstoi, só porque a história ensina-nos muita coisa!

 

O Secretário-geral do PS não tem vida fácil, mas convenhamos, que nunca nenhum líder do PS teve vida fácil, faz parte do código genético do PS, portanto não é de estranhar!

Outros há, que alegando o facto do actual líder ter sido eleito democraticamente, há quase dois anos, não se justificar ainda abrir uma “guerra de sucessão”. Curiosamente, estes defensores de Seguro, são os mesmos que acham que Passos Coelho, eleito igualmente democraticamente há dois anos, já devia ter ido embora. Contradições? Nem por isso, apenas na forma de expressão.

Eu sei que o tempo é inimigo de Seguro, o líder do PS precisa de tempo para cimentar a sua estratégia, seja ela qual for, mas…será que Portugal e os portugueses, também partilham o seu calendário?

As sondagens dizem que não. As sondagens mostram que os portugueses, estão  descontentes com a governação do PSD e de Passos Coelho, mas não dizem que a alternativa é o PS.

 

Depois de ler o “Guerra e Paz”, António José Seguro chegará à conclusão de que se quer de facto assumir-se como líder de um grande partido como é o Partido Socialista, não tem que temer o confronto e o debate e o Congresso é o melhor local para debater cara a cara com todos aqueles que o acusam de protagonizar uma oposição frouxa.

O Congresso, é o local ideal para explicar aos seus camaradas, as trapalhadas das nomeações autárquicas de Matosinhos e Cascais por exemplo.

O Congresso, é o local ideal para explicar aos congressistas, a razão pela qual, durante a presente legislatura, ter optado por fazer tábua rasa em tudo o foram as politicas do Partido Socialista nos anteriores governos, nomeadamente os de José Sócrates.

O PS fez algumas coisas mal?

Claro que sim, mas também protagonizou muita coisa boa, os portugueses sabem disso, mas aparentemente só alguns…

 

Não devemos ter vergonha do nosso passado, da nossa história, devemos isso sim ter orgulho daquilo que fizemos pois temos a consciência tranquila, de que lutamos por um Portugal, mais justo, mais solidário, mais próspero, sem esquecer ninguém, do litoral ao interior, seja rico ou mais carenciado (e sobretudo estes).

Estas são as bandeiras do PS, estas são as razões pelas quais os portugueses votaram em Mário Soares, em Vítor Constâncio, em Jorge Sampaio, em António Guterres, em Ferro Rodrigues e em José Sócrates. Esta é a nossa identidade, a nossa matriz, a nossa história!

É urgente devolver essa identidade, este património ao Partido Socialista.

 

Bem…e isso deverá ser feito quando, perguntam os meus amigos… O mais cedo possível!

Os autarcas do Partido Socialista e principalmente os portugueses que vêm neste partido uma réstia de esperança para o desastre que se abateu sobre Portugal, agradecem.



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