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Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

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08
Jan21

OS DIAS DO CAPITÓLIO

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Miguel Sousa Tavares disse hoje na TVI que André Ventura não tem substrato político e que o seu discurso só serve para as redes sociais e conversas de café.

Tenho por Miguel Sousa Tavares com quem trabalhei e aprendi muito, uma profunda admiração, mas este seu comentário é a justificação para a popularidade do líder do Chega.
A única razão que suporta a existência de políticos como André ventura é precisamente a leviandade com que se analisam estes fenómenos.
E digo mais.
Os verdadeiros culpados pela existência do Chega são os partidos políticos que se encontram na esfera do poder. E neste circulo incluo António Costa enquanto líder do PS, os dirigentes nacionais do maior partido do poder, Rui Rio enquanto aprendiz de opositor ao governo, o próprio presidente da Assembleia da República e a restante esquerda parlamentar. Excluo deste grupo o PAN por entender que este partido/movimento que padece de uma crise de identidade, se encontra ainda no limbo direita/centro direita.
Sejamos claros.
O chega só existe porque foi ocupar um espaço deixado vago pelo PRÓPRIO Partido Socialista. Aliás um dos grandes problemas da nova classe política, é entender que sabe tudo, tem razão em tudo, tem certezas sobre tudo e não tem a humildade suficiente para reconhecer que tem deficiências estruturais e ideológicas. Acham-se os donos da democracia e que esta nunca estará em causa porque...eles existem!
Abominam as redes sociais e são incapazes de reconhecer a extraordinária importância e influência que elas exercem na nossa sociedade. Enquanto meio que carece de mediação, as redes sociais são o pântano ideal para a proliferação de ideias mais ou menos humanitários. É neste mesmo pântano que se movem precisamente algumas mentes com ideias pouco recomendáveis e que assim dão voz a todos aqueles que se viram excluídos por esses dirigentes políticos e que se acham os únicos iluminados desta jovem democracia.
É a mesma classe política que não percebe a razão pela qual cada vez há menos portugueses a exercerem o seu direito de voto, mas apesar disso continuam a olhar para o além e a meditarem sobre esta questão, como se ela fosse por si só transcendente à sua conduta.
Os debates com André ventura mostraram a ingenuidade desta classe política. Não moram cá, nunca moraram cá e não fazem ideia do que os portugueses realmente ambicionam.
Por exemplo, as várias tentativas de André Ventura para arrastar Paulo Pedroso para a lama da sua própria conduta, só podiam ter uma resposta por parte de Ana Gomes; deixá-lo a falar sozinho. Responder-lhe, é apenas continuar a dar-lhe o oxigénio que precisa para continuar à tona de água.
O respeito é algo que se exige nestas circunstâncias e os resultados destas próximas eleições vão mostrar precisamente isso.
À esposa de César não basta ser honesta, tem que parecer ser honesta!
Disse.

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