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Escadas Rolantes

Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

Escadas Rolantes

Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

04
Dez14

FORA DE JOGO

escadas

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Não nutro particular respeito pelo actual Presidente da RTP.

Dito isto, sinto-me à vontade para reflectir sobre a mais recente embrulhada em que se meteu Poiares Maduro e o governo do PSD.

Parece-me óbvio que defraudadas as intenções de alienar um dos canais da RTP, tal como constava do seu programa eleitoral em 2011, o PSD mais não pode do que dar resposta “por atacado” a algumas vontades menos explicitas de alguns grupos de media,

concorrentes do próprio canal do estado.

Interessa desbaratar a todo o custo o universo RTP, retirando-lhe qualquer capacidade competitiva para depois vir alegar que se trata de uma operação demasiado dispendiosa para os cofres doe estado.

Só assim se pode perceber outra das embrulhadas que é a alienação do arquivo histórico e audiovisual da RTP e que algumas mentes “Cintrenses” alegam que já deveria ter sido vendido (ao desbarato de preferência) há muito tempo. Este episódio faz-me lembrar o que aconteceu com a rede de emissores, há uns bons anos atrás (sim, num governo do PSD) e que ditou o princípio do fim do canal público).

Mas voltemos à questão Poiares Maduro.

 

É licito criticarmos a forma como e de uma forma despudorada, o governo, através duma coisa por ele inventada e chamada “Conselho Geral Independente”, uma vez mais se intrometeu na gestão e ética editorial da RTP.

As desculpas, foram mesquinhas e reflectem apenas a mesquinhez e a falta de sentido estratégico de Poiares Maduro, o que também não é novidade nenhuma. Para estes senhores tudo o que possa dar lucro ou represente uma aposta ganhadora num qualquer operador privado, representa um atentado aos cofres do estado e um acto de má gestão… se for feito na RTP!

A pergunta que deve ser feita é a seguinte:

Se o negócio da “Liga dos Campeões” é algo que movimenta milhões na TVI, com inegável valor acrescentado, promovendo e aumentando entre outras coisas, a própria notoriedade do canal, porque é que operador público de televisão não há-de ter as mesmas possibilidades de comercializar e gerir idêntico produto?

A não ser… que alguém tenha prometido a alguém que o canal publico nunca entraria na corrida por este apetecível negócio…

As coisas estão neste pé: A RTP fechou negócio, lucrativo segundo dizem, os directores da RTP apoiaram em bloco esta decisão, o ministro não gostou ( a TVI também não), Paulo Portas em declarações ao Expresso, referiu-se ao caso nestes termos “Paulo Portas fez uma declaração ao Expresso: “Tenho dificuldade em compreender como é que uma empresa pública que se está a reestruturar e é financiada pelos contribuintes decide gastar recursos num mercado que em condições normais pode ser assegurado pelo setor privado” e como se tudo isto não chegasse, temos a Entidade Reguladora para a Comunicação Social a colocar-se ao lado da própria administração da RTP que entretanto já foi destituída por alegada falta de solidariedade institucional!

Se isto fosse uma qualquer dissertação académica, as próximas linhas ficavam reservadas para a CONCLUSÃO. Não o vou fazer.

As conclusões são demasiado óbvias e cabe a cada um de vós retirar as devidas ilações.

Uma coisa é certa. Ainda o jogo vai a meio e já forma mostrados demasiados cartões amarelos.

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