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Escadas Rolantes

Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

Escadas Rolantes

Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

03
Out12

Vítor Gaspar Escreve no Facebook

escadas

Amigos,

Fiz um dos discursos mais ingratos que um Ministro das Finanças pode fazer - informar os Portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem, responsabilidade e infinita paciência este período tão difícil da nossa história, que apesar de todas as manifestações e “statements” de Francisco Louçã, os sacrifícios ainda não terminaram.

Não era o que gostaria de poder vos dizer, e sei que não era a mim que gostariam de ouvir. Por ventura, as palavras meigas e fofinhas de Tereza Guilherme, seriam mais abrangentes, mas o seu cachet é demasiado elevado para os cofres do Governo e António Borges está, como sabem em período de almoço no Pingo Doce dos Olivais.

O nosso país é hoje um exemplo de determinação e esse é o resultado directo dos discursos de sábios portugueses tais como, Carlos Moedas, Carlos Abreu Amorim, Eduardo Catroga, António Barreto, José Gomes Ferreira, Mário Crespo, João César das Neves, Vasco Pulido Valente e aquele senhor que fala sobre a cor do dinheiro e que agora não ma lembra do nome.

Porém, para muitos Portugueses, em particular os mais jovens, essa determinação e audácia, não tem gerado aquilo que mais precisam neste momento: um emprego e a ida de Mário Crespo para os Estados Unidos.

Quem está nessa situação sabe bem, que este é mais do que um problema financeiro - é um drama pessoal e familiar, Mário Crespo por exemplo, conta diariamente os dias que faltam para que lhe chegue às mãos o tão esperado bilhete da TAP. Por outro lado, as medidas que anunciei hoje, representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura.

Vejo todos os dias o quanto já estamos a trabalhar para corrigir os erros do passado, a começar pelo meus e a frustração de não poder poupar-nos a estes sacrifícios é apenas suplantada pelo orgulho que sinto em ver, uma vez mais, do que são feitos os Portugueses.
Na verdade, eu sempre fui assim. Já quando estudava no Seminário do Espirito Santo, era apelidado de “soninho” e os meus irmãos costumavam fazer a sesta enquanto eu lia as homilias.

 
Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como Ministro das Finanças, mesmo que a prazo, mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim.

Se acham que não estamos a fazer o suficiente e que não nos esforçamos, esperem pelos ministros que vão tomar posse em breve. Acreditem que vão ter saudades nossas.

Por isso da próxima vez que forem votar, lembrem-se disto: nós no PSD, não baixaremos os braços até o trabalho de venda a retalho de todo o tecido empresarial lucrativo que está na esfera do estado estar feito, e nunca esqueceremos que os nossos amigos nos estão a ver, e que é por eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, mesmo que os filhos de alguns, persistam em nos apelidar com nomes menos próprios as nossas mãezinhas.

Obrigado a todos.

Gaspar

 

 

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