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Escadas Rolantes

Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

Escadas Rolantes

Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

28
Set16

O NACIONAL TAXISMO

escadas

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O maior problema da cidade de Lisboa, é sem sombra de dúvida, o trânsito.

Não sei se por inépcia ou se por vontade política, o transito nos últimos anos tem-se vindo a agravar.

Não se diga que a culpa é das obras. As obras são sempre necessárias e uma cidade sem obras é uma cidade morta.

A culpa é tão somente de quem governa, autarquia (e) ou poder central, da falta de gestão. Dois exemplos;

 

1 – estacionamento em segunda e terceira fila.

Não se percebe. Ninguém consegue compreender que se possa estacionar impunemente em segunda e por vezes em terceira fila, em qualquer rua da cidade de Lisboa. Almirante Reis, Morais Soares, Guerra Junqueiro, Av. De Roma, como dizem os americanos “You name it”, é só escolher…é à vontade do freguês, vale tudo sem que algum agente da autoridade (para quem não sabe, são aqueles senhores de bigode e barriga de fora) se incomode com a situação. Aqui os incomodados são aqueles que precisam de circular no alcatrão e não conseguem, os transportes públicos por exemplo, que ao terem o seu lugar de paragem ocupado, têm de o fazer em segunda fila, interrompendo a normal circulação.

 

2 – cargas e descargas Alguém sabe as horas legais para carga e descarga de mercadorias? Claro que não e se está regulamentado, ninguém as cumpre e se ninguém as cumpre, acham que alguém se importa com isso?

Hoje de manhã, a meio de uma discussão com um policia, perguntei se conhecia alguma capital europeia onde isto acontecia, e até lhe dei o exemplo de Londres. Resposta do jovem agente da autoridade: “sabe que se assim fosse as pessoas teriam que trabalhar só de noite não sabe?”. Ainda argumentei com a profissão de padeiro, mas desisti. Percebi rapidamente que apesar de jovem, a cabeça daquele agente da autoridade estava convenientemente formatada e que jamais evoluiria. As cargas e descargas são um verdadeiro cancro na cidade e contribuem verdadeiramente para o caos que se vive na capital. É uma anarquia completa e não parece haver por parte da autarquia qualquer tipo de vontade politica para resolver este problema. Neste como em muitos outros casos, parece que o ideal é varrer o problema para debaixo do tapete, mas a questão é que o problema nunca se resolverá, antes pelo contrario.

Nesta cidade, pode-se estacionar em segunda e em terceira fila, fazer qualquer tipo de descarga a qualquer hora do dia. A prioridade é dada a este tipo de actividade. Se quem vier atrás tiver que parar…que pare! Este tipo de atitude representa acima de tudo uma grande falta de respeito pelos outros, é como se alguém se sentisse com mais direitos que os outros tipo, português de primeira e português de segunda. Mas esta falta de civismo não é apenas de quem conduz, é sobretudo de quem gere o dia a dia desta cidade, da autarquia.

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Fazer obras não é apenas fazer buracos.

Alterar a fisionomia de uma cidade, torna-la mais bonita, mais amiga das pessoas, às vezes é bem mais fácil do que parece e muito mais económico, basta querer!

 

E finalmente o taxismo!

Estão a ver aquele individuo, tuga dos sete costados, que andou a vida toda a poupar uns trocos para montar a sua própria Casa de Pasto? Pois bem, é esse mesmo que agora não admite que um outro português, tão tuga como ele, tenha resolvido investir as poupanças de toda uma vida…num atelier de bifanas, meia dúzia de portas mais abaixo da mesma rua.

Os taxistas, são uma classe corporativista, xenófoba e reacionária. Só neste país é que o responsável de uma classe profissional responde a uma iniciativa governamental com a frase: “isto vai dar porrada” (desconhece-se se depois desta tirada poética, atirou uma bola de cuspo para o chão). Este é o tipo de atitude que numa sociedade democrática como a nossa não pode ser tolerada por ninguém, mas ainda assim parece que sim…Os taxistas foram hoje recebidos pelo presidente da camara municipal de lisboa. Será que Fernando Medina foi dizer aos taxistas que não podem estacionar na Praça Paiva Couceiro em segunda e terceira fila condicionando assim o restante transito? Duvido.

Em cima da mesa está uma greve marcada para dia 10 de outubro.

Este é o tipo de coisa qua a malta agradece, os colaboradores da UBER e Cabify e todos aqueles que diariamente têm que andar pelas ruas de Lisboa, enfrentando com coragem o Nacional Taxismo!

 

carros2.JPG

 

04
Set16

A MINHA REENTRÉ

escadas

 

É da História. O maior inimigo do PS, é o próprio PS. Os mais novos não se lembram, mas durante o consulado de António Guterres (coisa do século passado) o maior partido da oposição era…o próprio grupo parlamentar do Partido Socialista!

Esta é uma das muitas tradições socialistas, a que os portugueses não acham muita graça. Tenho para mim, que os tugas, aquela mole humana que ainda se dá ao trabalho de ir votar, não acha muita piada a gente que gosta de instabilidade, feitios…

Vem isto a propósito da chamada “reentre”.

A “Silly Season” já lá vai (ou será que não…) e por estes dias em que boa parte dos portugueses resolveu voltar a ocupar o seu posto de trabalho e contribuir assim para a sustentabilidade da Seguração Social, os portugueses, dizia eu, são confrontados com as opiniões/premonições do casal Passos/Cristas.

Não tenho o poder extrassensorial do comendador Marques Mendes, mas convenhamos que não precisamos de ser nenhum Harry Potter ou uma Maya na fase pré silicone, para se perceber que a direita vai voltar ao poder, mas mês menos mês. E reparem que digo isto e a SIC ainda não me convidou para comentar a situação politica actual!!

Ora bem e porque é que eu digo isto, porquê? Primeiro porque posso, depois porque me apetece, e em terceiro lugar porque basta ver o tipo de comunicação que o PS tem produzido para se perceber que a coisa não está famosa, aliás se mais fosse preciso bastava ler nas entrelinhas do discurso de António Costa na reentre política deste ano!

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………o quê????? Não soube de nada? Não ouviu nada? Pois…se calhar não ouviu nada porque de facto não existiu.

Catarina Martins desdobrou-se em entrevistas. Usou e abusou do verbo disparatar.

Jerónimo de Sousa e a CGTP, tomaram conta dos media durante mais de 3 semanas

Assunção Cristas, tirando a sessão fotográfica para a revista “men's health” e aquela coisa do biquíni encarnado, dominou (imaginar Assunção Cristas Dominatrix é o fim da linha) durante os meses de Julho e Agosto e Passos, bem…Passos continua igual a si próprio, o que não sendo propriamente mau, não deixa de ser terrivelmente bom!

Pelo meio, tivemos uma noticia “bombástica” que dava conta do Partido Socialista estar falido e que até os próprios dirigentes nacionais tinham que ser eles a pagara as contas da água e da luz, e das “mines” acrescento eu! Esta notícia que de bombástica não tem nada, apareceu numa altura ótima, foi “plantada” a preceito e conseguiu ser notícia de abertura em quase todos os serviços noticiosos do dia.

Os mais perspicazes devem estar a pensar a esta altura, bem mas os responsáveis do PS, do que está no poder, os que nos governam atualmente devem ter reagido cedo a essa notícia não???? Bem…não foi bem assim…as coisas são mais complicadas do que parecem e sabem…estamos todos em férias, uns a descansar, outros a ler as entrevistas da Catarina Martins e a tentarem perceber o significado oculto da analogia bloquista, enquanto que outros estão entretidos a colar na parede, posters com as fotos de Assunção Cristas em biquíni (apenas os mais novos). E este é que o grande drama que vivemos. Temos um primeiro- ministro que lidera um governo que pela primeira vez em Portugal tentar mudar o paradigma da inevitabilidade do Bloco Central, e as pessoas continuam sem acreditar que isso é mesmo possível. Porquê? Porque continuam a olhar para o seu umbigo, porque se esquecem que cá fora há um País que não percebe patavina do que andam a fazer e que todos os dias é intoxicado com a propaganda direitista que a maior parte dos media tentam fazer passar.

É impressionante a quantidade de ministros que vivem na sombra e que por isso mesmo ninguém sabe quem são ou o que fazem. Um estudo levado a efeito na terceira semana de Agosto em 4 zonas de veraneantes, mostrou que 87% dos inquiridos com idade superior a 23 anos não faz ideia de que são os ministros que compõe este governo.

Mais; para uma impressionante fatia de 8,9% Passos Coelho ainda é o primeiro-ministro!

Termino esta minha reflexão e que marca a minha própria “reentré” (toma António Costa, VAI BUSCAR!!!!) com as palavras intemporais de Eça de Queirós:

O que verdadeiramente nos mata, o que torna esta conjuntura inquietadora, cheia de angústia, estrelada de luzes negras, quase lutuosa, é a desconfiança. O povo, simples e bom, não confia nos homens que hoje tão espectaculosamente estão meneando a púrpura de ministros; os ministros não confiam no parlamento, apesar de o trazerem amaciado, acalentado com todas as doces cantigas de empregos, rendosas conezias, pingues sinecuras; os eleitores não confiam nos seus mandatários, porque lhes bradam em vão: «Sede honrados», e vêem-nos apesar disso adormecidos no seio ministerial; os homens da oposição não confiam uns nos outros e vão para o ataque, deitando uns aos outros, combatentes amigos, um turvo olhar de ameaça. Esta desconfiança perpétua leva à confusão e à indiferença.

O país, que tem visto mil vezes a repetição desta dolorosa comédia, está cansado: o poder anda num certo grupo de homens privilegiados, que investiram aquele sacerdócio e que a ninguém mais cedem as insígnias e o segredo dos oráculos. Repetimos as palavras que há pouco Ricasoli dizia no parlamento italiano: «A pátria está fatigada de discussões estéreis, da fraqueza dos governos, da perpétua mudança de pessoas e de programas novos.»


Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora'

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