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Escadas Rolantes

Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

Escadas Rolantes

Na minha terra costuma dizer-se: Quando a merda chega à ventoinha, ficam todos cagádos!

24
Abr14

O Meu 25 de Abril

escadas

O meu 25 de Abril?

Acho que nunca o tinha dito…mas… não estava no Tarrafal (espero que saibam o que era) nem estava deportado (conhecem a palavra?) e muito menos preso em Caxias.

No dia 25 de Abril de 1974, tinha marcado o meu primeiro treino de Hóquei em Patins no Oeiras, faltei claro!

Com 14 anos, não se esperava que a cultura democrática fosse uma coisa obvia não é???? Mas poucas semanas mais tarde, já desenhava foices e martelos (do ponto de vista gráfico era muito apelativo) e ouvia o “Margem de Certa Maneira” do José Mário Branco. Esta foi de facto a minha porta de entrada para um Mundo que eu desconhecia por completo. Sérgio Godinho veio logo a seguir e em terceiro lugar imaginem…António Carlos Jobim!

Não sei se foi da muita aguardente que então bebi, o certo é, que converti-me rapidamente a este “Estado Novo” (ironia do português)!

Ainda antes do ano acabar, já militava num Partido Político ( o mesmo de sempre) com apenas um pequeno interregno marcado por uma militância nos movimentos anarco sindicalistas, depois de me ter colocado ao lado do chamado “Grupo do Ex-Secretariado”.

Do ponto de vista político, nunca tive nada a esconder e sempre me assumi com frontalidade, por isso mesmo, festejo a data, festejo o que ela representa e agradeço, sempre que posso , a todos aqueles que contribuíram de uma forma ou de outra, para que hoje, eu pudesse estar aqui a escrever estas linhas, sem medo!

 

Obrigado

 

 

 

19
Abr14

A Força da "Ressurreição"

escadas

 

Recordo com muita saudade, um colega dos tempos “nocturnos” da Rádio Comercial, e que era mimado por nós, com alguma frequência com a frase: Ó Lázaro…levanta-te e caminha.

Esta hipérbole sobre a ressurreição, faz-se companhia nos momentos mais difíceis.

Sei que para aqueles que não são dados a estas coisas religiosas, os mistérios divinos, cheiram a filme de Bolywood, mas há que saber ler entre as linhas de quem, com alguma sabedoria, soube perpetuar para a história o sentido da vida.

Quantas vezes não se depararam com a angústia de não conseguir levar a bom porto aquela tarefa que se mostrava determinante para o sucesso pessoal? E no entanto, quando já nada o fazia prever, conseguem num “golpe de asa” dar a volta ao “assunto” e a vossa tarefa até sai vitoriosa.

Isto é tão verdade no nosso dia-a-dia, que até parece mentira não é?

A força e a vontade de dominar o destino e fazer dele o que muito nos prouver, são algumas das qualidades que estão ao alcance de todos. Nem sempre se consegue, é verdade, mas a frequência com que acontecem, faz-nos acreditar que, tal como no futebol, é preciso acreditar até ao último minuto.

É esta a força da ressurreição. O acto de não nos deixarmos vencer perante a eminente derrota, ou, saber encontrar a força necessária, entre os despojos de uma guerra da qual todos acreditam que sairemos derrotados.

Para a história, ficam, as chagas e as vestes manchadas, com o “sangue” e “suor” do nosso esforço, ao fim e ao cabo o verdadeiro prémio, a verdadeira razão para acordarmos todos os dias e encararmos com optimismo, o mesmo desafio de sempre, viver!

 

Uma boa Páscoa para todos!

14
Abr14

ANTIGAMENTE É QUE ERA BOM!

escadas

 


o jornal I, publica hoje, dia 14 de Abril,  um estudo de opinião (que nome tão pomposo) que, entre outros resultados, apresenta aquele que dá corpo à capa do jornal.
Na prática, procura-se deduzir a partir dos números, que os portugueses tinham mais confiança nos políticos que cá estavam antes do 25 de Abril. É uma tentativa de voltarmos ao "antigamente é que é bom".
Vale por isso a pena analisar o estudo realizado pela empresa Pitagorica;
Das 506 (apenas 506!!!) entrevistas validadas, 265 foram efectuadas a portugueses com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos.
149 portugueses com idades entre os 35 e os 54 e apenas 188 com idade superior a 55.
O que eu gostava de saber é como é que um português que nasceu depois de Abril de 1974, consegue ter opinião sobre o que se passou no antigo regime...
Mais, mesmo aqueles que tenham 54 anos terão uma visão muito irrealista sobre o que de facto se passou (eu tinha 14 anos em 1974, sei do que falo). Resta-nos portanto um grupo de 188 estoicos lusos que acham que...ANTIGAMENTE É QUE ERA BOM!!

O detergente OMO tem aqui um belo exemplo de COMO SE LAVA MAIS BRANCO!!!

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